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A ÓRFÃ

O filme traz a história do casal Kate e John que decide adotar a pequena Esther, mesmo tendo em casa dois filhos: Max que tem problema auditivo e o pré-adolescente, Daniel. O elenco é coeso e as melhores cenas envolvem Farmiga e Fuhrman. Com pouco mais de duas horas de duração, A Órfã não abandona o espectador e o deixa ligado até o fim. Se não chega a dar tantos sustos, como os tradicionais do terror e quanto o sinistro cartaz sugere, surpreende nos diálogos de Esther e numa característica do personagem, revelada apenas na parte final (e não pensem que vou dar spoiler).

Entre as muitas frases emblemáticas da pequena orfã temos: "quero dormir com o papai" (dita para o casal) e "vou cortar seu pinto antes que saiba para que ele serve" (dita para o irmão). As duas frases são dois bons exemplos da insanidade contida na história.

Embora o roteiro use muitos clichês consagrados neste estilo assustador, ou não, o que não é demérito algum, o problema foi não procurar uma solução melhor na sua aplicação. Um exemplo!? A óbvia e pouco convincente cena em que Esther empurra uma menina de um escorrega. É tão escancarada, como outras, e faz o longa perder a chance de ser mais envolvente e vigoroso. A coragem de liquidar uma freira com requintes de crueldade, por exemplo, não condiz com um simples grito ensurdecedor, em outra cena, para mostrar a raiva do personagem. Dá uma sensação de que a produção, de vez em quando, fica "órfã" de momentos arrepiantes, para não tripudiar no trocadilho.

Com todas as ressalvas e arrepios nosso conselho é: vale a pena assistir! Dê o devido desconto e se prepare para se "surpreender" com o filme dirigido por Jaume Collet-Serra, indicado ao "Teen Choice Award: Melhor Drama em Filmes de Verão".


 
 
 

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